Confissões
A Graça que Derrete o Pecado
Até o bem que não perdemos é graça.
Agostinho atribui à graça não só o perdão dos pecados cometidos, mas também os males dos quais foi preservado.
Trecho principal
“Atribuo à tua graça e à tua misericórdia teres derretido meus pecados como gelo.”
“Atribuo à tua graça também todos os males que não fiz.”
Meditação guiada
Há uma humildade profunda em reconhecer que a graça de Deus não apenas perdoa, mas também preserva. Muitas vezes agradecemos pelos pecados confessados, mas esquecemos de agradecer pelos abismos dos quais fomos guardados. Agostinho sabe que sua salvação não nasceu de sua força, mas da misericórdia que o curou. O homem que caiu muito e o homem que foi preservado precisam igualmente da graça. Ninguém pode atribuir a si mesmo a própria pureza. Tudo é dom: a cura, a prevenção, o retorno e a perseverança.
Perguntas para reflexão
- Reconheço que minha fidelidade também é graça?
- Agradeço a Deus pelos pecados dos quais fui preservado?
- Julgo os outros como se eu fosse forte por mim mesmo?
- Minha vida espiritual nasce da gratidão ou da autoconfiança?
Propósito prático
Agradecer hoje por três graças concretas de preservação recebidas de Deus.
Oração final
Senhor, obrigado pelos pecados perdoados e pelos males dos quais me preservastes. Que eu nunca atribua a mim o que é dom da Vossa graça. Amém.
Palavras-chave
graça
misericórdia
perdão
preservação
humildade
gratidão
conversão
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