Confissões
A Janela de Óstia
Um instante em Deus vale mais que muitos prazeres passageiros.
Agostinho e Mônica experimentam um instante de contemplação, elevando-se das criaturas à Sabedoria eterna.
Trecho principal
“Subimos daí ainda mais para dentro... chegamos às nossas mentes e as transcendemos, para alcançar a região da abundância sem limites.”
“Enquanto falávamos e a desejávamos, a atingimos pela duração total de um batimento do coração.”
Meditação guiada
A cena de Óstia é uma das páginas mais contemplativas das Confissões. Agostinho e Mônica sobem das criaturas para a interioridade, da interioridade para Deus, e tocam por um instante aquilo que esperam possuir eternamente. A contemplação cristã não despreza a criação, mas a atravessa como sinal. Tudo o que é belo aponta para uma Beleza maior; tudo o que passa desperta saudade do eterno. A oração profunda nasce quando o coração aprende a silenciar, admirar e subir. Mesmo um “batimento do coração” pode deixar na alma o sabor da eternidade.
Perguntas para reflexão
- As criaturas me conduzem a Deus ou me prendem nelas mesmas?
- Tenho cultivado silêncio suficiente para contemplar?
- Minha oração se limita a pedidos ou também deseja Deus?
- Que sinais de eternidade Deus já me permitiu experimentar?
Propósito prático
Fazer hoje cinco minutos de silêncio contemplativo diante de Deus, sem pedir nada.
Oração final
Senhor, elevai minha alma acima da dispersão. Dai-me contemplar, ainda que por um instante, a beleza da Vossa eternidade. Amém.
Palavras-chave
contemplação
Óstia
eternidade
Santa Mônica
silêncio
sabedoria
interioridade
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