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A lagarta e a borboleta
Demo-nos pressa em tecer este casulo, despojando-nos do amor próprio e da própria vontade.
Na imagem do bicho-da-seda, Santa Teresa mostra a transformação da alma que morre para si e nasce para Deus.
Trecho principal
Demo-nos pressa em tecer este casulo, despojando-nos do amor próprio e da própria vontade.
Morra este verme, como o da seda ao acabar aquilo para que foi criado.
E vereis como a alma, bem morta ao mundo, sai como uma borboleta branca.
Meditação guiada
Santa Teresa usa uma das imagens mais belas de sua obra: a lagarta que, encerrada no casulo, morre para dar lugar à borboleta. Assim é a alma chamada à união com Deus. Não se trata de uma melhoria superficial, mas de transformação.
O casulo é feito de pequenas fidelidades: oração, penitência, mortificação, obediência, desapego, renúncia ao amor próprio. A alma coopera com Deus, mas é Deus quem realiza a maravilha. O que parece morte torna-se nascimento.
Essa leitura é exigente. Não há vida nova sem morte do egoísmo. Não há voo espiritual enquanto a alma permanece rastejando nas próprias vontades. Mas a morte cristã nunca é destruição sem sentido; é passagem para uma liberdade maior, onde a alma começa a desejar somente louvar, amar e servir a Deus.
Perguntas para reflexão
- Que forma de amor próprio ainda me prende à terra?
- Tenho medo de morrer para minha própria vontade?
- Quais pequenas fidelidades formam meu “casulo” espiritual?
- Desejo realmente ser transformado por Deus?
- Minha oração me torna mais livre para amar e servir?
Propósito prático
Oração final
Palavras-chave
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