A Paciência
A paciência de Deus
Santo Agostinho contempla a paciência divina: Deus não sofre como nós, mas espera os pecadores para que se convertam.
Trecho principal
A paciência é um grande dom da generosidade divina. Ela é exaltada no próprio Deus, que espera os maus até que se corrijam.
Deus não pode sofrer, e no entanto é chamado paciente. Sua paciência não é fraqueza, demora ou impotência, mas mistério de misericórdia.
Ele é paciente sem sofrer, como é misericordioso sem dor e justo sem perturbação.
Meditação guiada
A paciência de Deus não é indiferença diante do mal. É misericórdia que dá tempo ao pecador. Deus vê o que precisa ser purificado em nós, mas não nos destrói. Ele espera, chama, corrige e sustenta.
Meditar sobre a paciência divina é reconhecer que ainda estamos vivos porque Deus nos concedeu tempo de conversão. Cada dia é uma visita da misericórdia. A paciência de Deus nos ensina a não desesperar de nós mesmos, mas também a não abusar da sua bondade.
A alma que contempla essa paciência começa a aprender a esperar também: esperar o tempo de Deus, suportar a fraqueza alheia, acolher a própria lentidão no caminho da santidade.
Perguntas para reflexão
- * Tenho percebido minha vida como tempo de conversão?
- * Abuso da paciência de Deus adiando mudanças necessárias?
- * Sou paciente com os outros como Deus tem sido comigo?
- * A minha paciência nasce da misericórdia ou apenas do cansaço?
Propósito prático
Hoje, agradecer explicitamente a Deus por ainda me conceder tempo para recomeçar.
Oração final
Senhor Deus, paciente e misericordioso, não permitais que eu despreze o tempo da vossa graça. Fazei-me acolher vossa espera como chamado à conversão e ensinai-me a tratar os outros com a paciência com que me tratais. Amém.
Palavras-chave
paciência
misericórdia
conversão
Deus
graça
vida interior
virtude
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