A Paciência
A paciência vem da graça
Santo Agostinho ensina que a paciência verdadeira não nasce do orgulho da vontade humana, mas da graça de Deus.
Trecho principal
Há quem atribua a paciência às forças da vontade humana, em vez de reconhecê-la como dom da graça de Deus.
A verdadeira paciência vem de Deus. Por isso a alma pobre não se gloria de si mesma, mas pede, busca e bate à porta.
“Seja submissa a Deus, ó minha alma, pois é dele que vem minha paciência.”
Meditação guiada
Uma das grandes marcas de Santo Agostinho é esta: a alma não se salva por autossuficiência. Até a paciência que nos faz perseverar no bem é graça.
Isso não elimina nossa responsabilidade. Ao contrário, ensina-nos a pedir. O orgulhoso tenta suportar tudo por força própria e depois se gloria da própria resistência. O pobre de espírito sabe que, sem Deus, sua constância se quebra.
A paciência cristã nasce quando a alma se submete a Deus. Não é dureza psicológica, nem simples força de caráter. É uma fortaleza humilde, alimentada pela graça, pela oração e pela confiança.
Quem reconhece que a paciência vem de Deus deixa de fingir força e começa a rezar com verdade.
Perguntas para reflexão
- * Tenho tentado ser paciente apenas por esforço próprio?
- * Peço a Deus a graça da paciência?
- * Minha resistência nas dificuldades me torna humilde ou soberbo?
- * Reconheço minha pobreza espiritual diante de Deus?
Propósito prático
Rezar três vezes ao longo do dia: “Senhor, dai-me a paciência que vem de Vós.”
Oração final
Senhor, de quem vem toda dádiva boa, dai-me a paciência verdadeira. Que eu não confie na minha força, mas na vossa graça. Tornai minha alma submissa, pobre e perseverante. Amém.
Palavras-chave
graça
paciência
humildade
vontade
pobreza espiritual
Santo Agostinho
perseverança
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