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A Paciência

A paciência vem da graça

Santo Agostinho ensina que a paciência verdadeira não nasce do orgulho da vontade humana, mas da graça de Deus.

8 min Intermediário A Paciência

Trecho principal

Há quem atribua a paciência às forças da vontade humana, em vez de reconhecê-la como dom da graça de Deus.

A verdadeira paciência vem de Deus. Por isso a alma pobre não se gloria de si mesma, mas pede, busca e bate à porta.

“Seja submissa a Deus, ó minha alma, pois é dele que vem minha paciência.”

Meditação guiada

Uma das grandes marcas de Santo Agostinho é esta: a alma não se salva por autossuficiência. Até a paciência que nos faz perseverar no bem é graça. Isso não elimina nossa responsabilidade. Ao contrário, ensina-nos a pedir. O orgulhoso tenta suportar tudo por força própria e depois se gloria da própria resistência. O pobre de espírito sabe que, sem Deus, sua constância se quebra. A paciência cristã nasce quando a alma se submete a Deus. Não é dureza psicológica, nem simples força de caráter. É uma fortaleza humilde, alimentada pela graça, pela oração e pela confiança. Quem reconhece que a paciência vem de Deus deixa de fingir força e começa a rezar com verdade.

Perguntas para reflexão

  1. * Tenho tentado ser paciente apenas por esforço próprio?
  2. * Peço a Deus a graça da paciência?
  3. * Minha resistência nas dificuldades me torna humilde ou soberbo?
  4. * Reconheço minha pobreza espiritual diante de Deus?

Propósito prático

Rezar três vezes ao longo do dia: “Senhor, dai-me a paciência que vem de Vós.”

Oração final

Senhor, de quem vem toda dádiva boa, dai-me a paciência verdadeira. Que eu não confie na minha força, mas na vossa graça. Tornai minha alma submissa, pobre e perseverante. Amém.

Palavras-chave

graça paciência humildade vontade pobreza espiritual Santo Agostinho perseverança

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