Confissões
A Porta Humilde da Escritura
A porta da Escritura é baixa: entra quem se abaixa.
Agostinho confessa que sua soberba o impedia de penetrar a simplicidade sublime da Palavra de Deus.
Trecho principal
“Agora enxergo uma matéria não revelada aos soberbos, nem desnudada às crianças, humilde na entrada, mas no interior sublime e velada por mistérios.”
“Meu inchaço repelia a moderação deles... cheio de presunção, me julgava grande.”
Meditação guiada
A Escritura exige uma humildade que a inteligência orgulhosa não suporta. Agostinho, formado na retórica, esperava grandeza segundo os critérios da vaidade humana e não percebia a grandeza escondida sob a simplicidade bíblica. Assim também podemos nos aproximar da Palavra de Deus buscando apenas ideias brilhantes, emoções fortes ou confirmações pessoais. Mas a porta da Escritura é baixa: entra quem se abaixa. A Palavra não se entrega ao curioso soberbo, mas ao discípulo humilde. Quem aceita ser pequeno começa a ver os abismos de Deus.
Perguntas para reflexão
- Leio a Escritura com humildade ou com pressa de dominar o texto?
- Meu orgulho intelectual me impede de obedecer à Palavra?
- Aceito que Deus fale de modo simples?
- Tenho me colocado como discípulo diante da Bíblia?
Propósito prático
Ler um trecho do Evangelho de joelhos ou em postura de reverência.
Oração final
Senhor, tornai-me pequeno diante da Vossa Palavra. Que eu não tropece na simplicidade da Escritura, mas entre por ela na Vossa luz. Amém.
Palavras-chave
Escritura
humildade
soberba
Palavra de Deus
sabedoria
revelação
escuta
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