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Confissões

A Suma Suavidade

Deus não apenas tira: Ele se coloca no lugar.

Depois da conversão, Agostinho descobre que renunciar ao pecado é ganhar uma doçura maior que toda volúpia.

6 min Intermediário Confissões

Trecho principal

“Não querer o que eu queria, e querer o que tu querias.”

“Tu as arrancaste de mim, tu, verdadeira e suma suavidade, as arrancaste e te colocaste no lugar delas.”

Meditação guiada

Antes da entrega, o pecado parece indispensável; depois da graça, ele revela sua pobreza. Agostinho temia perder suas “suaves inépcias”, mas descobriu que Deus não apenas tira: Deus substitui com uma doçura mais alta. A renúncia cristã não é vazio, mas troca de amores. A alma deixa o prazer que a escraviza para receber a suavidade que a liberta. Muitas resistências espirituais nascem da suspeita de que Deus nos tornará infelizes. A experiência dos santos testemunha o contrário: quando Deus ocupa o lugar do pecado, a liberdade se torna doce.

Perguntas para reflexão

  1. Que pecado ainda me parece indispensável?
  2. Acredito que Deus pode me dar uma alegria maior?
  3. Minhas renúncias estão unidas ao amor ou apenas ao esforço?
  4. O que Deus deseja colocar no lugar dos meus apegos?

Propósito prático

Renunciar hoje a um prazer desordenado e oferecer esse espaço a Deus em oração.

Oração final

Senhor, arrancai de mim o que me prende e colocai-Vos no lugar de todo apego. Fazei-me provar a Vossa suma suavidade. Amém.

Palavras-chave

renúncia suavidade liberdade graça desejo conversão alegria espiritual

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