Confissões
A Suma Suavidade
Deus não apenas tira: Ele se coloca no lugar.
Depois da conversão, Agostinho descobre que renunciar ao pecado é ganhar uma doçura maior que toda volúpia.
Trecho principal
“Não querer o que eu queria, e querer o que tu querias.”
“Tu as arrancaste de mim, tu, verdadeira e suma suavidade, as arrancaste e te colocaste no lugar delas.”
Meditação guiada
Antes da entrega, o pecado parece indispensável; depois da graça, ele revela sua pobreza. Agostinho temia perder suas “suaves inépcias”, mas descobriu que Deus não apenas tira: Deus substitui com uma doçura mais alta. A renúncia cristã não é vazio, mas troca de amores. A alma deixa o prazer que a escraviza para receber a suavidade que a liberta. Muitas resistências espirituais nascem da suspeita de que Deus nos tornará infelizes. A experiência dos santos testemunha o contrário: quando Deus ocupa o lugar do pecado, a liberdade se torna doce.
Perguntas para reflexão
- Que pecado ainda me parece indispensável?
- Acredito que Deus pode me dar uma alegria maior?
- Minhas renúncias estão unidas ao amor ou apenas ao esforço?
- O que Deus deseja colocar no lugar dos meus apegos?
Propósito prático
Renunciar hoje a um prazer desordenado e oferecer esse espaço a Deus em oração.
Oração final
Senhor, arrancai de mim o que me prende e colocai-Vos no lugar de todo apego. Fazei-me provar a Vossa suma suavidade. Amém.
Palavras-chave
renúncia
suavidade
liberdade
graça
desejo
conversão
alegria espiritual
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