Confissões
As Imitações do Bem
Todo vício promete falsamente aquilo que só Deus dá.
Agostinho mostra que os vícios imitam falsamente os bens que só Deus possui em plenitude.
Trecho principal
“A soberba imita a sublimidade, enquanto tu és o único Deus sublime, acima de todos.”
“A indolência é como se procurasse o repouso; mas onde há repouso seguro, fora de Deus?”
Meditação guiada
O pecado não seduz apresentando-se como pura feiura. Ele costuma imitar algum bem: a soberba imita grandeza, a ambição imita glória, a curiosidade imita conhecimento, a preguiça imita repouso. Agostinho nos ajuda a perceber que todo vício é um bem deformado, uma promessa falsa de plenitude. O coração não precisa deixar de desejar grandeza, repouso, beleza e alegria; precisa reencontrar tudo isso em Deus. A conversão purifica o desejo, não o destrói. Deus é o Bem verdadeiro diante do qual as falsas imitações perdem sua força.
Perguntas para reflexão
- Que bem verdadeiro estou buscando de modo desordenado?
- Meu pecado promete algo que só Deus pode dar?
- Onde tenho confundido repouso com fuga?
- Que desejo precisa ser purificado e elevado?
Propósito prático
Identificar um vício recorrente e escrever qual bem verdadeiro ele tenta imitar.
Oração final
Senhor, purificai meus desejos. Fazei-me procurar em Vós a grandeza, o repouso e a alegria que o pecado apenas falsifica. Amém.
Palavras-chave
vícios
bem
soberba
repouso
desejo
pecado
Deus
amor ordenado
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