Voltar ao livro
Confissões

Concede o que Ordenas

Deus ordena e concede a graça de obedecer.

Agostinho reconhece que até a continência é dom de Deus: a graça realiza em nós aquilo que Deus manda.

7 min Intermediário Confissões

Trecho principal

“Concede o que ordenas, e ordena o que queres.”

“Pela continência, de fato, somos recolhidos e reconduzidos à unidade, da qual nos dispersamos na multiplicidade.”

“Ó amor, que sempre ardes e nunca te extinguirás, caridade, meu Deus, acende-me!”

Meditação guiada

Deus não dá mandamentos para nos humilhar com impossíveis, mas para nos atrair à graça que torna possível a obediência. Agostinho sabe que a continência não é simples força psicológica; é dom que recolhe a alma dispersa. O pecado fragmenta: espalha os desejos, divide a atenção, enfraquece a vontade. A graça unifica: reúne o coração em torno do amor maior. Por isso, a castidade cristã não é repressão vazia, mas integração no amor de Deus. Pedir “concede o que ordenas” é reconhecer que a santidade é mandamento e dom.

Perguntas para reflexão

  1. Tento obedecer a Deus confiando apenas em minhas forças?
  2. Que desejos me dispersam na multiplicidade?
  3. Peço a graça da continência com humildade?
  4. Meu combate pela pureza está unido ao amor de Deus?

Propósito prático

Rezar três vezes ao longo do dia: “Senhor, concedei o que ordenais.”

Oração final

Senhor, concedei-me a graça de obedecer ao que mandais. Recolhei meu coração disperso e acendei em mim o fogo da Vossa caridade. Amém.

Palavras-chave

continência graça mandamentos castidade unidade interior caridade obediência

Curso relacionado

A Aparição de Nossa Senhora em Kibeho

A Aparição de Nossa Senhora em Kibeho

Aprofunde seus estudos na Escola Católica.

Aprofundar na Escola Católica