Confissões
Confessar para Ser Curado
Confessar é deixar de representar diante de Deus.
A confissão agostiniana nasce diante de Deus: reconhecer o mal sem desespero e o bem sem apropriação.
Trecho principal
“Quando sou mau, confessar a ti não é senão desgostar de mim mesmo, mas quando sou piedoso confessar a ti nada mais é que não atribuí-lo a mim mesmo.”
“Minha confissão, portanto, se faz diante de ti, em silêncio e não em silêncio.”
Meditação guiada
Confessar é colocar-se na verdade diante de Deus. Agostinho ensina uma dupla humildade: desgostar do mal cometido e não se apropriar do bem recebido. Sem a primeira, caímos na dureza; sem a segunda, caímos na soberba. A verdadeira confissão não é teatral, mas profunda: pode ser silenciosa nos lábios e gritante no coração. Deus não precisa de informações sobre nós; somos nós que precisamos ser iluminados por Ele. Quando a alma confessa, deixa de representar e começa a ser curada.
Perguntas para reflexão
- Tenho coragem de desgostar sinceramente do meu pecado?
- Atribuo a mim o bem que Deus realizou em mim?
- Minha confissão é superficial ou nasce do coração?
- Busco parecer justo ou ser curado por Deus?
Propósito prático
Preparar com seriedade a próxima confissão sacramental, pedindo luz ao Espírito Santo.
Oração final
Senhor, colocai-me na verdade diante de Vós. Que eu rejeite meu pecado e reconheça que todo bem em mim vem da Vossa graça. Amém.
Palavras-chave
confissão
verdade
humildade
pecado
graça
cura
misericórdia
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