Confissões
Duas Vontades
A alma dividida precisa da graça para querer inteira.
Agostinho descreve a luta interior entre a vontade velha e a vontade nova, entre a carne e o espírito.
Trecho principal
“Duas vontades, uma velha, outra nova, uma carnal, outra espiritual, combatiam entre si e, divergindo, dilaceravam minha alma.”
“Aquela aprazia e convencia; esta, porém, seduzia e atava.”
Meditação guiada
A conversão nem sempre começa com paz. Muitas vezes ela começa com uma alma dividida, que já enxerga o bem, mas ainda sente o peso dos hábitos antigos. Agostinho conhecia a verdade, mas não conseguia entregar-se inteiramente a ela. Essa divisão é dolorosa, mas também revela que a graça já despertou uma vontade nova. O perigo é acomodar-se à duplicidade, desejando Deus sem renunciar ao que nos prende. A vida espiritual amadurece quando pedimos a Deus não apenas bons pensamentos, mas uma vontade inteira.
Perguntas para reflexão
- Que vontade velha ainda combate em mim?
- Conheço o bem, mas adio sua prática?
- Quais hábitos me seduzem e me prendem?
- Peço a Deus uma vontade inteira ou apenas algum alívio?
Propósito prático
Escolher uma renúncia concreta hoje para fortalecer a vontade nova.
Oração final
Senhor, unificai meu coração. Que minha vontade não permaneça dividida, mas se entregue inteira ao Vosso amor. Amém.
Palavras-chave
vontade
combate espiritual
hábito
conversão
carne
espírito
decisão
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