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Ferida de amor
A alma fica ferida do amor do Esposo e procura ocasiões para estar a sós, deixando tudo quanto possa estorvar esta solidão.
Nas sextas moradas, a alma é ferida pelo amor do Esposo e passa por grandes trabalhos interiores e exteriores.
Trecho principal
A alma fica ferida do amor do Esposo e procura ocasiões para estar a sós, deixando tudo quanto possa estorvar esta solidão.
Mas o Esposo quer que ela O deseje mais e que lhe custe alguma coisa o maior dos bens.
Quantos trabalhos interiores e exteriores padece até entrar nas sétimas moradas.
Meditação guiada
Quanto mais a alma se aproxima de Deus, mais profundamente é purificada. Santa Teresa não promete uma espiritualidade sem sofrimento. Ao contrário, nas sextas moradas o amor se torna mais intenso, e justamente por isso a alma sofre mais por desejar Deus, por sentir Sua ausência, por ver o pecado, por experimentar incompreensões e provações.
A ferida de amor não é desespero. É sinal de que a alma já não se contenta com pouco. Aquilo que antes bastava agora parece insuficiente. O coração foi tocado por Deus e passa a desejar uma união mais plena.
Essa etapa exige maturidade. A alma precisa aprender a sofrer com esperança, sem fugir da cruz e sem interpretar toda dor como abandono. Muitas vezes, o Senhor permite trabalhos para dilatar o desejo e preparar a alma para uma entrega mais profunda.
Perguntas para reflexão
- Tenho medo de que o amor a Deus me custe algo?
- Minhas provações me aproximam ou me afastam da oração?
- Desejo Deus acima dos consolos que Ele pode dar?
- Sei permanecer fiel quando o caminho se torna mais estreito?
- Que cruz atual pode ser ocasião de maior união com Cristo?
Propósito prático
Oração final
Palavras-chave
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