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A Paciência

Jó e a fidelidade imóvel

Jó perde bens, filhos, saúde e consolo humano, mas permanece unido a Deus com paciência inabalável.

9 min Intermediário A Paciência

Trecho principal

Jó perdeu tudo o que possuía, foi atingido pela dor no corpo e pela incompreensão dos amigos.

Mas permaneceu imóvel na fidelidade ao seu Deus. Agarrou-se à vontade Daquele que só poderia perder por sua própria vontade.

Em troca dos bens perdidos, agarrou Aquele que os havia dado.

Meditação guiada

Jó é imagem da alma provada até o fundo. Primeiro perde os bens exteriores. Depois, os filhos. Depois, a saúde. Depois, até o consolo das pessoas próximas. Sua dor não é apenas física: é espiritual, afetiva, moral. Santo Agostinho vê em Jó uma paciência superior porque ele não se agarra aos dons mais do que ao Doador. Ele sofre, mas não rompe com Deus. Não compreende tudo, mas permanece. A paciência cristã não exige ausência de lágrimas. Jó não é de pedra. Mas sua alma não se volta contra Deus. Essa é a grande vitória: sofrer sem transformar Deus em inimigo. Quando tudo é tirado, revela-se aquilo a que a alma estava realmente unida.

Perguntas para reflexão

  1. * Amo mais os dons de Deus ou o próprio Deus?
  2. * Quando perco algo importante, minha fé se enfraquece?
  3. * Tenho permanecido fiel mesmo sem compreender?
  4. * Que apego Deus pode estar purificando em mim?

Propósito prático

Rezar hoje: “Senhor, mesmo sem entender, quero permanecer convosco.”

Oração final

Deus fiel, sustentai-me quando eu não compreender vossos caminhos. Que eu não vos abandone na dor, nem vos ame apenas pelos dons que recebo. Sede Vós a minha herança. Amém.

Palavras-chave

sofrimento fidelidade perda confiança provação abandono em Deus

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