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Confissões

O Médico e o Doente

Quem mostra a ferida permite que Deus a cure.

Agostinho não esconde suas feridas: entrega-se a Deus como doente diante do único Médico misericordioso.

6 min Iniciante Confissões

Trecho principal

“Eis, não escondo minhas feridas: tu és o médico, eu o doente; tu és misericordioso, eu miserável.”

“Toda a minha esperança está em tua misericórdia, sobremaneira grande.”

Meditação guiada

A vida espiritual não começa quando escondemos nossas feridas, mas quando as colocamos diante do Médico. O orgulho prefere maquiar a doença; a humildade permite o tratamento. Agostinho não negocia com Deus como alguém que tem méritos a apresentar, mas se entrega como doente necessitado de misericórdia. Essa atitude é profundamente católica: a alma não se salva pela autossuficiência, mas pela graça recebida com arrependimento e fé. Quem esconde a ferida impede o remédio; quem a revela a Deus começa a ser curado. A esperança cristã nasce da misericórdia maior que nossa miséria.

Perguntas para reflexão

  1. Que feridas tento esconder de Deus?
  2. Tenho me aproximado de Deus como doente ou como alguém autossuficiente?
  3. Confio mais na minha força ou na misericórdia divina?
  4. Que área da minha vida precisa hoje do Médico interior?

Propósito prático

Apresentar a Deus, em oração simples, uma ferida concreta sem justificativas.

Oração final

Senhor, sois o Médico da minha alma. Não permitais que eu esconda minhas feridas; curai-me pela Vossa misericórdia e fazei-me viver em Vós. Amém.

Palavras-chave

misericórdia cura feridas humildade esperança arrependimento médico interior

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