Confissões
O Prazer do Proibido
O pecado começa quando o coração saboreia a desordem.
O furto das peras revela o mistério do pecado: desejar o mal não pelo objeto, mas pela desordem do coração.
Trecho principal
“Eu também quis cometer um roubo, e não o fiz impulsionado por alguma carência, a não ser penúria e fastio de justiça, e a fartura de iniquidade.”
“Fizemos aquilo pelo prazer do proibido.”
Meditação guiada
Agostinho enxerga, num pequeno furto da juventude, uma grande verdade sobre o pecado. O problema não eram as peras; era a alma que se alegrava em se afastar da ordem de Deus. O pecado frequentemente se esconde em coisas aparentemente pequenas, mas revela um amor desordenado pela própria vontade. O coração quer experimentar a falsa liberdade de dizer “não” ao bem. Por isso, a conversão não é apenas abandonar atos externos, mas permitir que Deus cure o gosto interior pelo proibido. A graça precisa tocar a raiz do desejo.
Perguntas para reflexão
- Existem pecados pequenos que trato como se não tivessem importância?
- O que me atrai no proibido?
- Minha liberdade tem sido usada para amar ou para resistir a Deus?
- Peço a Deus a cura dos meus desejos, ou apenas o controle dos meus atos?
Propósito prático
Renunciar hoje a uma pequena concessão voluntária ao pecado.
Oração final
Senhor, curai em mim o gosto desordenado pelo proibido. Dai-me amar a justiça mais do que a falsa doçura do pecado. Amém.
Palavras-chave
pecado
liberdade
desejo
justiça
juventude
desordem
graça
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