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Obras, obras
Para isto é a oração, filhas minhas; para isto serve este matrimónio espiritual
Santa Teresa ensina que a oração verdadeira deve gerar obras concretas de amor, serviço e entrega.
Trecho principal
Para isto é a oração, filhas minhas; para isto serve este matrimónio espiritual: que nasçam sempre obras, obras.
Ponde os olhos no Crucificado e tudo se vos fará pouco.
O Senhor não olha tanto à grandeza das obras como ao amor com que se fazem.
Meditação guiada
O ponto alto do Castelo Interior não termina em isolamento espiritual. A alma unida a Deus torna-se fecunda. Santa Teresa insiste: a oração deve gerar obras. Não basta recolher-se, prometer, emocionar-se ou desejar grandes coisas. O amor verdadeiro se encarna.
Essas obras nem sempre serão grandiosas. Muitas vezes serão pequenas: servir alguém, calar uma resposta dura, suportar uma pessoa difícil, rezar pelos outros, cumprir o dever com amor. Deus não mede como nós. Ele olha o amor com que a obra é feita.
A união com Deus leva ao Crucificado. Quem contempla Cristo aprende a doar-se. A oração que não se transforma em caridade permanece incompleta. Marta e Maria devem andar juntas: contemplar o Senhor e servi-Lo nos irmãos.
Perguntas para reflexão
- Minha oração tem produzido obras concretas?
- Tenho preferido grandes desejos a pequenos atos de fidelidade?
- Sirvo com amor ou busco reconhecimento?
- Contemplo Cristo crucificado antes de agir?
- Como posso unir hoje oração e serviço?
Propósito prático
Oração final
Palavras-chave
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