Filotéia - Introdução a vida devota
Quando a oração parece seca
A aridez espiritual não deve levar ao abandono da oração. Mesmo sem consolações, a alma permanece diante de Deus com fidelidade.
Trecho principal
Se na meditação não encontrares gosto, luz ou consolação, não te perturbes.
Permanece humildemente diante de Deus, como um pobre à porta do rico, esperando com paciência a esmola da graça.
A fidelidade na secura é preciosa aos olhos do Senhor.
Meditação guiada
Nem toda oração será consoladora. Haverá dias em que a alma se sentirá fria, distraída, sem gosto e sem luz. Nessas horas, muitos pensam que estão rezando mal ou que Deus se afastou. São Francisco de Sales ensina o contrário: a fidelidade na aridez pode ser uma das formas mais puras de amor.
Quando rezamos com consolação, somos sustentados pela doçura. Quando rezamos na secura, somos chamados a amar Deus por Ele mesmo. A oração meditativa amadurece quando a alma aprende a permanecer, ainda que não sinta.
A secura também purifica expectativas. Deus não é obrigado a nos dar sentimentos sensíveis. Ele se dá como quer, quando quer e do modo que mais convém à nossa salvação. A alma humilde continua batendo à porta.
Perguntas para reflexão
- * Abandono a oração quando não sinto consolação?
- * Tenho confundido presença de Deus com sentimentos agradáveis?
- * Sou fiel à oração mesmo nos dias difíceis?
- * Minha relação com Deus depende do que sinto?
- * Como posso permanecer humildemente diante do Senhor na aridez?
Propósito prático
Em um momento de secura, não abandonar a oração: permanecer pelo menos cinco minutos diante de Deus em silêncio fiel.
Oração final
Senhor, ensinai-me a amar-vos mesmo quando nada sinto. Que minha oração não dependa das consolações, mas da fé, da humildade e da fidelidade. Amém.
Palavras-chave
aridez espiritual
secura
perseverança
oração mental
fidelidade
humildade
consolações
vida interior
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