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A Paciência

Suportar o mal sem praticá-lo

A verdadeira paciência consiste em suportar males passageiros sem abandonar os bens eternos.

7 min Iniciante A Paciência

Trecho principal

A paciência verdadeira consiste em suportar os males com constância de alma, para que a inconstância não nos faça abandonar os bens espirituais.

Os pacientes preferem sofrer o mal sem cometê-lo, a cometer o mal para não sofrer.

Assim, tornam mais leves os males que sofrem e escapam dos males maiores que nasceriam da impaciência.

Meditação guiada

Há momentos em que a dor tenta nos convencer a pecar. A injustiça sofrida pode nos empurrar à vingança. A humilhação pode nos lançar à murmuração. A demora pode gerar desconfiança contra Deus. Santo Agostinho mostra que a paciência verdadeira não é apenas “aguentar”. É preservar a alma no bem quando o sofrimento quer arrancá-la da fidelidade. O paciente não é aquele que nada sente, mas aquele que não entrega sua consciência ao mal. A pergunta decisiva não é apenas: “O que estou sofrendo?” Mas: “O que esse sofrimento está tentando fazer comigo?” Se a dor me aproxima de Deus, ela pode ser redimida. Se me leva ao pecado, preciso vigiar.

Perguntas para reflexão

  1. * Que tipo de sofrimento mais me tenta ao pecado?
  2. * Quando sou contrariado, costumo abandonar a caridade?
  3. * Tenho preferido sofrer uma injustiça a cometer uma?
  4. * O que preciso proteger em minha alma durante as provações?

Propósito prático

Diante de uma contrariedade hoje, rezar antes de responder.

Oração final

Senhor Jesus, dai-me a graça de sofrer sem pecar, calar sem odiar, esperar sem murmurar e permanecer fiel quando minha alma for provada. Amém.

Palavras-chave

paciência sofrimento pecado constância virtude fidelidade eternidade

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