A Paciência
Suportar o mal sem praticá-lo
A verdadeira paciência consiste em suportar males passageiros sem abandonar os bens eternos.
Trecho principal
A paciência verdadeira consiste em suportar os males com constância de alma, para que a inconstância não nos faça abandonar os bens espirituais.
Os pacientes preferem sofrer o mal sem cometê-lo, a cometer o mal para não sofrer.
Assim, tornam mais leves os males que sofrem e escapam dos males maiores que nasceriam da impaciência.
Meditação guiada
Há momentos em que a dor tenta nos convencer a pecar. A injustiça sofrida pode nos empurrar à vingança. A humilhação pode nos lançar à murmuração. A demora pode gerar desconfiança contra Deus.
Santo Agostinho mostra que a paciência verdadeira não é apenas “aguentar”. É preservar a alma no bem quando o sofrimento quer arrancá-la da fidelidade. O paciente não é aquele que nada sente, mas aquele que não entrega sua consciência ao mal.
A pergunta decisiva não é apenas: “O que estou sofrendo?” Mas: “O que esse sofrimento está tentando fazer comigo?” Se a dor me aproxima de Deus, ela pode ser redimida. Se me leva ao pecado, preciso vigiar.
Perguntas para reflexão
- * Que tipo de sofrimento mais me tenta ao pecado?
- * Quando sou contrariado, costumo abandonar a caridade?
- * Tenho preferido sofrer uma injustiça a cometer uma?
- * O que preciso proteger em minha alma durante as provações?
Propósito prático
Diante de uma contrariedade hoje, rezar antes de responder.
Oração final
Senhor Jesus, dai-me a graça de sofrer sem pecar, calar sem odiar, esperar sem murmurar e permanecer fiel quando minha alma for provada. Amém.
Palavras-chave
paciência
sofrimento
pecado
constância
virtude
fidelidade
eternidade
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