Confissões
Tarde Te Amei
Deus estava dentro; eu estava fora.
Agostinho descobre que procurava fora o Deus que estava dentro, chamando-o, iluminando-o e atraindo-o à paz.
Trecho principal
“Tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei.”
“Tu estavas comigo, mas eu não estava contigo.”
“Chamaste e clamaste e quebraste minha surdez... tocaste-me, e ardo na tua paz.”
Meditação guiada
Esta oração é o suspiro de uma alma que finalmente reconhece o Amor que sempre a procurou. Agostinho buscava Deus fora, nas formosuras criadas, enquanto Deus o chamava por dentro. O pecado dispersa a alma para a exterioridade; a graça a recolhe para a presença. “Tarde te amei” não é apenas lamento, mas gratidão: mesmo tarde, Deus chegou; ou melhor, Deus sempre esteve, e Agostinho finalmente voltou. Também nós podemos viver fora de nós mesmos, acumulando ruídos, imagens e desejos. A conversão é retorno à Beleza que nunca deixou de chamar.
Perguntas para reflexão
- Onde tenho procurado Deus de modo disperso?
- Que ruídos me impedem de escutar o chamado interior?
- Reconheço que Deus me buscava antes de eu buscá-lo?
- Que “formosuras criadas” têm me afastado do Criador?
Propósito prático
Fazer hoje um momento de silêncio interior repetindo: “Tu estavas comigo.”
Oração final
Beleza antiga e nova, chamai-me de novo. Recolhei-me da exterioridade e fazei-me arder na paz da Vossa presença. Amém.
Palavras-chave
beleza
interioridade
amor de Deus
presença
paz
conversão
desejo
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